O natural no mundo e perante o homem
Fecha
2024-08-06
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Pontificia Universidad Católica Argentina Santa María de los Buenos Aires
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Resumen
This is a philosophical essay on the interdependence between man and non-human nature. From the moment man no longer understands himself as the center of material nature and begins to acknowledge the “intrinsic value” of all things, independently the service they provide him, human being is marginalized, and at the same time rights are acknowledged for elements of nature – for animals, for rivers… With this approach, always more spread, one subverts the foundations of western legal systems, built on the Judeo-Christian anthropological assumptions.
This work is structured in six sections, followed by the conclusions. We begin with an introductory part in which we display the realm of the debate between anthropocentric and biocentric postures, and we argue the reason of studying nature not only from a scientific approach but also from a philosophical and theological one. In sections 3, 4, and 5 we successively deal with three realities intimately related: creation, eternal law, and beauty. This analysis shows that only from a functional conception of nature we can understand it too as a bearer of moral message; a functional conception of nature assumes a causality, a creation, opposed to chance. We will see that, in creation, the logic impressed in the world is what the classicals called eternal law. We will argue that the notion of beauty itself is grounded upon nature and that all forms of art, from the most figurative to the most abstracted, each one in its manner, imitate it. The last section consists in a brief theological reflection on the sense of nature.
Descripción
Este é um ensaio filosófico sobre a interdependência entre o homem e a natureza não-humana. A partir do momento em que o homem já não compreende a si mesmo como o centro da natureza material e começa a reconhecer o “valor intrínseco” de todas as coisas, independentemente do serviço que estas lhe prestam, vai-se marginalizando o ser humano, ao mesmo tempo em que se reconhecem direitos aos elementos da natureza – aos animais, aos rios… Com esta proposta, cada vez mais estendida, subvertem-se os fundamentos dos ordenamentos jurídicos ocidentais, construídos sobre pressupostos antropocêntricos judaico-cristãos.
O trabalho está estruturado em seis seções, seguidas das conclusões. Começamos por uma parte introdutória, em que apresentamos o âmbito do debate entre posturas antropocêntricas e biocêntricas, e argumentamos a razão de estudar-se a natureza não somente de uma perspectiva científica, mas também filosófica e teológica. Nas seções 3, 4 e 5, tratamos sucessivamente de três realidades intimamente relacionadas: criação, lei eterna e beleza. Essa análise mostra que apenas a partir de uma concepção funcional da natureza é que podemos compreendê-la também como portadora de uma mensagem moral; uma concepção funcional da natureza pressupõe uma causalidade, uma criação, contraposta ao acaso. Veremos que, na criação, a lógica impressa no mundo é o que os clássicos chamavam de lei eterna. Argumentaremos que a noção mesma de beleza se fundamenta na natureza e que toda arte, desde a mais figurativa até a mais abstrata, cada uma à sua maneira, a imita. A última seção consiste numa breve reflexão teológica sobre o sentido da natureza.
Palabras clave
Citación
Poole, Diego. (2024). O natural no mundo e perante o homem. Atlantika, 2(2), 65-108. ttps://doi.org/10.46553/prudentia.98.2024.10
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