Abstract

Objetivo: Avaliar a possível relação entre as características clínicas, diagnósticas e terapêuticas da patologia cística dos maxilares com variáveis como o sexo, a idade, a localização, o tempo de evolução, complicações pós-operatórias após o tratamento, ossificação da cavidade cística, e recorrência. Métodos: Foram estudados 450 pacientes com cistos, tratados entre 2004 e 2011 em diferentes clínicas de Cirurgia e Traumatologia Oral-Maxilo-Facial, em Madrid, Valência, Jaén, Murcia (Espanha) e Porto (Portugal). Registaram-se um conjunto de variáveis destes pacientes que incluíram idade, sexo, tempo de evolução, motivo da consulta, dente causando a lesão, avaliação radiográfica realizada, resultados do exame anatomopatológico, e o tipo de cirurgia realizada (PARTSCH I ou II). Posteriormente, a intervalos de 6, 12, 18 e 24 meses, foi controlada radiograficamente a ossificação da cavidade cística residual até à sua completa cicatrização. Também se manteve um registo das complicações pósoperatórias mais comuns, tais como deiscência da ferida, infecção e / ou fistulização da cavidade cística, e a taxa de recorrência. Resultados: Os resultados da análise da amostra de 450 cistos foram os seguintes: (a) com respeito ao tipo anatomopatológico, 267 casos foram radiculares, 138 odontogénicos, 15 fissurários, 19 residuais e 11 múltiplos; (b) com relação ao sexo foi predominante o masculino sobre o feminino, (c) em relação à idade, o maior número de casos registou-se entre os 20 e 40 anos; (d) sobre a causa inicial de consulta, o achado incidental foi o mais frequente, (e) em relação ao tempo de evolução, na maioria dos casos não pôde ser determinado, (f) sobre a localização, é de salientar que a frequência de cistos residuais ¿ 0,5 centímetros em dentes incisivos, é estatisticamente significativa (p<0,05); (g) em relação às complicações analisadas, a mais frequente foi a deiscência da sutura, a recorrência foi estatisticamente significativa (p<0,05) nos casos em que ocorre infecção e / ou fistulização da cavidade cistíca residual, e esta por sua vez, atrasou a ossificação. Conclusão: O achado incidental usando um exame radiográfico de rotina (36% dos casos) foi a principal causa para o diagnóstico da patologia cística dos maxilares, e em 33,7% dos casos não foi possível determinar o tempo evolução, pois o paciente não tinha conhecimento de sua existência. Estes resultados demonstram que os cistos maxilares, bem como outras doenças como a osteoporose em outros ramos da medicina, geralmente são silenciosos e doenças assintomáticas em estádios iniciais e, portanto, mais uma vez se confirma que as revisões sistemáticas, protocolos, e sistemas de prevenção e manutenção da saúde são essenciais para a população.
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Tesis Doctoral leída en la Universidad Rey Juan Carlos de Madrid en 2011. Directores de la Tesis: Dr. Juan Carlos Prados Frutos, Dra. Maria Angustias Palomar Gallego, Dr. Francisco Benet Iranzo y Dr. Ramiro Mallagray Martínez

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