Abstract

Segundo as observações feitas ao longo dos tempos no quotidiano dos grupos étnicos de Angola, percebeu-se que cada povo tem sua maneira de conceber e representar socialmente a morte. Assim também o grupo étnico kongo. O propósito central do presente estudo foi de evidenciar a concepção que esse povo tem sobre a morte. No que diz respeito o procedimento metodológico, foi aplicada a Técnica de Delfos, cujo painel contou com dez anciãos, conhecedores da cultural kongo, com experiência mínima de dez anos como porta-voz nos óbitos dos bakongo. O instrumento, composto de treze tópicos com perguntas abertas relacionadas à problemática da morte na cultura kongo, foi elaborado especialmente para esta investigação. Os resultados obtidos, com base na opinião dos participantes, evidenciaram que para os bakongo a morte é um acto público e social que envolve toda sociedade; a morte não é o fim da vida, senão uma passagem do mundo dos vivos fisicamente para o dos antepassados, onde os mortos continuam vivendo numa outra dimensão; todos os elementos da representação social da morte (ritos, choro, canções fúnebres, cerimónias fúnebres, provérbios, funeral, mitos e crenças), dos bakongo não só têm significados próprios, como também revelam como eles entendem, interpretam e encaram a morte. Como isso, concluímos que a concepção dos bakongo sobre a morte está ligada à sua cosmovisão (cultura), por isso têm sua maneira peculiar de conceber e representar a morte socialmente.
Loading...

Quotes

plumx
0 citations in WOS
0 citations in

Journal Title

Journal ISSN

Volume Title

Publisher

Universidad Rey Juan Carlos

DOI

Date

Description

Tesis Doctoral leída en la Universidad Rey Juan Carlos de Madrid en 2015. Director de la Tesis: Octavio Uña Juárez

Citation

Collections

Endorsement

Review

Supplemented By

Referenced By

Statistics

Views
771
Downloads
1182

Bibliographic managers

Document viewer

Select a file to preview:
Reload